25 anos de PC
Sunday August 13th 2006, 3:31 pm
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“Endless Love”, de Diana Ross e Lionel Ritchie estava no topo das paradas. Ronald Reagan pressionava pela derrocada da União Soviética. E a princesa Diana, então com 20 anos, estava em lua-de-mel com o príncipe Charles. Era 12 de agosto de 1981 e a IBM lançava o IBM 5150, um novato no nascente mercado dos computadores pessoais (PCs).
A caixa bege, com um preço inicial de US$ 1.565, ostentava meros 16 kilobytes de memória e usava cassetes de áudio para carregar e salvar dados (o gravador de disquetes era opcional). O texto de lançamento à imprensa alardeava os “caracteres em verde fosforescente, para melhor leitura” e “manuais de operação de fácil entendimento” que “possibilitavam começar a usar o computador em (apenas algumas) horas”.
As tentativas anteriores da IBM para lançar computadores pessoais haviam falhado. Hoje, no entanto, 25 anos depois, o IBM 5150 é reconhecido como o ancestral do PC moderno, um passo crucial na evolução dos computadores, de máquinas de jogos usadas por cérebros da computação a ferramentas indispensáveis da economia moderna e, para muitas pessoas, da vida privada. Atualmente, há cerca de 1 bilhão de PCs em uso no mundo e muitos funcionários de escritório passam mais tempo em frente a suas máquinas do que em suas camas ou com suas famílias. A disseminação do PC, contudo, foi desequilibrada: nos Estados Unidos, há 70 PCs para cada 100 pessoas; na França, 35; no Brasil, 7; e na China, 3.
O PC criou riquezas em escalas enormes. O valor de mercado combinado das empresas de hardware e software de PCs supera o meio trilhão de dólares. A existência de computadores baratos ampliou a produtividade dos trabalhadores. Centenas de milhares de pessoas beneficiaram-se de processadores de textos, planilhas eletrônicas, e-mails, compartilhamento de arquivos e ligações telefônicas baratas - para não entrar nos domínios da internet.
O PC democratizou a computação ao tornar os computadores mais baratos e acessíveis do que os imensos equipamentos centrais que havia antes. O PC da IBM era menos avançado do que outras máquinas no mercado. No entanto, tinha o peso do nome mais renomado na computação. A IBM não lançou apenas um produto, mas toda uma indústria.
Sob vários aspectos, o PC triunfou porque foi desenvolvido de uma forma oposta à tradicional da IBM. Quando as tentativas anteriores da IBM para lançar um PC não tiveram bom desempenho de vendas, por serem muito caras, um grupo de engenheiros foi reunido. A equipe não precisava prestar contas à opressiva burocracia da IBM, mas diretamente à direção da empresa. Recebeu prazo de um ano para desenvolver uma máquina de baixo custo.
“As pessoas encarregadas do trabalho não falavam sobre isso, não havia apresentações de argumentos, não havia revisão anual de orçamentos”, conta Lewis Branscomb, cientista-chefe da IBM entre 1972 e 1986. “A IBM fez muitas coisas radicais e isso mostrou ser algo de muito sucesso.”
Para atingir suas ambiciosas metas, a equipe opôs-se a duas tradições da IBM. Primeiro, em vez de usar apenas peças da IBM, usou componentes externos. Segundo, em vez de manter o projeto em segredo, a equipe abriu as especificações, para que programadores independentes de softwares pudessem colaborar. Quando o PC finalmente foi lançado, a IBM esperava vender 250 mil unidades em cinco anos. Em 1985, havia vendido cerca de 1 milhão.
O valor de mercado combinado das empresas de hardware e software de PCs supera o meio trilhão de dólares
No entanto, os mesmos fatores que motivaram o sucesso do PC, inadvertidamente evitaram que a IBM pudesse colher os benefícios. O PC usava um microprocessador da Intel e um sistema operacional da Microsoft (liderada, então, por um jovem de 25 anos chamado Bill Gates). Nenhum era exclusivo da IBM. Em um ano, outras empresas haviam conseguido produzir “clones” muito mais baratos. Microsoft e Intel acabaram ficando com as jóias da coroa e não a IBM.
“Esse projeto da IBM foi divertido e superexcitante”, afirmou Gates à revista “PC” em 1982. Perguntado sobre o que o futuro poderia trazer, Gates foi tão obtuso quanto premonitório. “O hardware, de fato, se tornará bem menos interessante. O trabalho total estará nos softwares.” Ele estava certo.
Atualmente, a sociedade se beneficia, mas também sofre, com a flexibilidade e abertura dos PCs. A mágica do PC é que é uma máquina para fins gerais, na qual novas funções podem ser agregadas simplesmente instalando um novo software.
“O PC é um aparelho muito fértil”, diz Dan Bricklin, inventor do VisiCalc, o primeiro programa de planilhas. Mas esta versatilidade trouxe um preço, já que tornou o PC mais complexo, menos seguro e menos confiável que aparelhos que destinados a uma única tarefa.
Como resultado dessas deficiências, muitas tecnologias incubadas no PC estão se mudando. Funções como e-mails e voz sobre protocolo de internet (VoIP), que foram oferecidas primeiramente por meio de softwares, como previu Gates, agora estão maduras o suficiente para serem oferecidas em hardware. O PC, portanto, não é mais o centro do universo tecnológico; hoje é apenas um dos muitos aparelhos em órbita do usuário. Agora é possível mandar e-mails por telefones, conectar uma câmera digital diretamente à impressora e baixar músicas diretamente em um telefone celular, funções que eram exclusivas do PC.
Ao mesmo tempo, o PC também está sob ameaça de deixar de ser a plataforma básica para a qual os softwares são produzidos, já que os programas começam a ser entregues pela internet. É possível conectar-se ao Google ou eBay a partir de vários aparelhos que tenham navegador, não apenas com o PC.
Essas mudanças afetam as grandes firmas que cresceram em torno do PC. A Microsoft passou a produzir consoles de videogame e codificadores de TV. A IBM saiu do negócio em 2004, ao vender sua divisão de PCs para a chinesa Lenovo.
Isso não quer dizer que o PC está morto. Mas, com a ascensão de outros aparelhos e a emergência da internet como plataforma de softwares, o PC agora se depara com uma batalha contra sua própria prole tecnológica.
Retirado do Jornal Valor Econômino. Em 2006-08-04 p.B3: Tecnologia e Telecomunicações
Dia do pulo digital
Thursday July 20th 2006, 8:11 pm
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Pois é pessoal, além do dia do amigo, que já oferece spam o suficiente para todos, hoje também contamos com a novidade do Dia Mundial do Pulo. Exatamente às 7h39m13s (horário de Brasília), 600 milhões de pessoas deveriam pular no hemisfério ocidental para que a Terra mudasse sua órbita, afastando nosso planeta um pouco mais do Sol. Com isso, resolveríamos o problema do aquecimento global.
E de quebra, o dia passaria a ter 25 horas, ajudando a quem nunca tem tempo de completar as suas tarefas diárias.
O evento foi organizado pelo cientista alemão Hans Peter Niesward do Instituto de Física Gravitacional, de Munique. O único porém, é que Hans Peter Niesward não existe.
O Dia Mundial do Pulo foi uma brincadeira criada pelo artista alemão Torsten Lauschmann na internet. O gaiato criou um site (http://www.worldjumpday.org/) onde explicava a sua “teoria” e ainda mostrava com animações as mudanças que o pulo coletivo traria. Muita gente no mundo entrou na brincadeira, como essa galera da foto, que pularam juntos na Suíça.
O site atualmente está pedindo para quem participou do experimento que mande fotos ou vídeos dos pulos. Em alguns dias, esse material vai ser colocado no ar.
Dava até para ter me unido ao movimento, porém o horário do pulo aqui no Brasil era às 7h39m da matina, hora praticamente impossível de eu estar acordado depois da longa noite de trampo!
Definido o mascote para o Pan de 2007
Thursday July 13th 2006, 6:05 pm
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O sol representará o calor e a força carioca.
Os Jogos Pan-americanos Rio 2007 e os Jogos Parapan-americanos Rio 2007 já tem mascote: o Sol, que representa a alegria e a vida inerentes ao esporte e que fazem parte do espírito do carioca.
O mascote é resultado de um ano e meio de trabalho de seis desenhistas. Um deles, Ney Valle, explicou os motivos para a escolha do sol com símbolo dos jogos: O sol é a cara do Brasil’, diz desenhista do símbolo do Pan.
Chegamos ao conceito do sol porque ele é a cara do Rio, a cara do Brasil, além de ser é muito relacionado ao esporte. É alusivo às medalhas e à tocha olímpica - comentou.
A cerimônia de lançamento do mascote foi realizada no Forte de Copacabana, com a presença do presidente Lula e a primeira-dama, dona Marisa, e marcou um ano para o início dos Jogos.
O mascote será o mesmo para os Jogos Pan-americanos e para os Jogos Parapan-americanos, que também tem organização única do CO-RIO. Foi feita uma pesquisa de um ano com diferentes mascotes de megaeventos esportivos anteriores. O Sol foi escolhido por ser identificado com o Brasil, o Rio e o carioca, e por também representar a vibração da vida, sendo fonte de luz e calor. O Sol também remete a valores olímpicos, tais como a tocha, a medalha e o ouro, além de ser associado ao conceito de campeão. E representa ainda a igualdade, traduzida pelo dito popular de que o Sol nasce para todos.
Gil considera os hackers inovadores
Tuesday May 30th 2006, 12:36 pm
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O ministro de Cultura, Gilberto Gil, defendeu hoje em Barcelona a cultura ´hacker´, na abertura do Congresso Global da internet que, durante quatro dias, analisará as tendências e desafios do mundo em rede.
“Eu, Gilberto Gil, como ministro de Cultura do Brasil e como músico trabalho a cada dia com o impulso da ética hacker”, disse.
De acordo com o ministro, é preciso diferenciar os hackers dos “crackers” que, em sua opinião, são piratas da informática comuns. Ele classificou os hackers como primeiros “militantes da contracultura a ver no computador uma fantástica ferramenta de comunicação”.
Gil opôs o mundo “hacker” ao que chamou de “ortodoxia analógica reacionária”, defendeu a aposta no software livre e disse que “a internet permite criar espaços de igualdade”.
Para o ministro, “os hackers inovam, resolvem problemas e exercitam a organização de cooperação mútua e voluntária”, o que se encaixaria perfeitamente no espírito inicial da internet.
Gil, no entanto, advertiu que “a revolução tecnológica não pode se justificar por si mesma. Ela deve ser refletida no benefício e bem-estar dos povos”.
O ministro citou, como exemplo, o programa “Um PC para todos”, desenvolvido pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disseminar o uso de computadores a preços acessíveis e equipados com software livre.
“Graças à internet, um índio do Amazonas pode oferecer seus cestos artesanais a compradores do Primeiro Mundo evitando intermediários e conseguindo, por isso, um preço cem vezes superior ao que recebia antes e, ao mesmo tempo o comprador consegue descontos enormes”, disse Gil.
Não é a primeira vez que Gilberto Gil se pronuncia um ´hacker´. No início do ano passado, durante o Fórum de Software Livre, realizado em Porto Alegre, Gil defendeu o que chamou de ´ética hacker´, pregando que estes programadores trabalham pela expansão da liberdade do conhecimento e pela liberdade de expressão, tidas por ele como valores essenciais para a Sociedade da Informação.
“Sou ministro, sou músico, mas sou sobretudo um hacker, em espírito e em vontade”, declarou na ocasião.
Retirado do Estadão em 30/04/2006. Pela EFE em http://www.estadao.com.br/tecnologia/noticias/2006/mai/29/247.htm
EUA banem Lenovo em redes seguras
Tuesday May 23rd 2006, 5:54 pm
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Por medo da China, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que vai restringir o uso de computadores Lenovo, incluindo laptops IBM (divisão que pertence à Lenovo), em órgãos públicos americanos.
Computadores da empresa chinesa não poderão mais se logar em redes seguras ou com acesso à informações de segurança. O Departamento de Estado estima que existam 16 mil computadores da Lenovo atualmente nessa situação.
Nenhum deles poderá ter acesso ao que o Departamento chama de “redes classificadas”. A justificativa para a proibição é de que o governo da China poderia usar sua influência junto à Lenovo para espionar o governo dos Estados Unidos.
A decisão foi anunciada pelo sub-secretário do Departamento, Richard Griffin, que afirmou que o órgão recebeu informações de que os computadores Lenovo representavam um risco de segurança às “redes classificadas” americanas.
O uso de computadores Lenovo fica proibido também em embaixadas e consulados dos Estados Unidos no mundo todo. O representante do Partido Republicano, Frank Wolf, defendeu a medida e disse à agência de notícias BBC que “não é nenhum segredo que os Estados Unidos são o alvo preferencial dos serviços de inteligência chineses”. O governo da China é acionista da Lenovo.
A Lenovo emitiu comunicado repudiando a decisão. O vice-presidente da empresa, Jeff Carlisle, afirmou que a Lenovo está “absolutamente convicta da segurança de seus produtos e que eles não oferecem nenhum risco aos órgãos americanos ou a qualquer outro cliente da Lenovo”.
Retirado da Info Online em 23/03/2006. Pela Felipe Zmoginski em http://info.abril.com.br/aberto/infonews/052006/19052006-9.shl
Granjuxx na Copa 2006
Monday May 22nd 2006, 10:31 am
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A seleção já foi para a Copa, e eu daqui, fico na torcida!